terça-feira, 13 de dezembro de 2011

I want it now!!!

Naquele dia eles não queriam graça um com o outro.

Como o outro dia e outros tantos.

Na jukebox, comprada a prestação, o tão querido Floyd.

Trilha sonora de tantas noites, tantas loucuras, tantas risadas, tantos orgasmos.

Vários deles em vários lugares.

A música tinha gosto de lembrança, de molhado, de sentimento. Era sinestésico.

Gostavam do gosto de pele. De suor. Do cheiro do outro.

A jukebox avançou. Não era mais Floyd. Agora, Yes!

Yes!

Eles se olharam e perceberam o quão idiota era aquela falta de graça.

A falta de graça era engraçada.

Cinco anos engraçados um ao outro.

Parecia ontem. Até os lençóis de solteiro da casa dos pais pareciam os mesmos.

A conversa começou devagar:

- Vamos?

- Não, mas eu te amo.

- Agora?

- Ontem!

Se abraçaram por longos minutos. O suficiente para que as mãos dessem lugar ao desejo.

Aos corpos, cama.

À cama, lençóis bagunçados, fora do lugar, travesseiros no chão, roupas espalhadas (metade delas ainda nas silhuetas).

Foi longo.

Foi rápido.

Foi (in)tenso.

Foi mágico.

Foi uma mistura de tudo e do todo todos os dias.

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